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Montes Claros - MG

NOSSOS ASSISTIDOS

Os assistidos pela Associação Presente são pacientes carentes acima de 16 anos das cidades do Norte de Minas e Sul da Bahia, que são encaminhados pelas assistentes sociais dos hospitais de Montes Claros que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O público atendido pela instituição é composto prioritariamente por idosos.

A captação das pessoas assistidas e acolhidas na sede da Associação Presente é feita através de encaminhamento dos hospitais de referência da instituição, por demanda espontânea dos próprios pacientes e acompanhantes, ou ainda encaminhamento por parte dos gestores dos municípios vizinhos.

depoimentos

Ediléia Fernandes da Costa
Tem 31 anos, e é assistida pela Associação Presente há um ano. Ela é de Urucuia e faz seu tratamento oncológico em Montes Claros. Segundo ela, se não fosse a possibilidade de ficar abrigada na Associação, seria difícil realizar o tratamento. “É muito difícil tratar longe de casa, eu teria que pagar a hospedagem e pelas condições financeiras não poderia”, diz. Ediléia conta que o clima da casa é muito bom e que isso ajuda na recuperação. “Na casa a gente é muito bem acolhido. Isso aqui representa tudo para mim. As pessoas são muito dedicadas e eu tenho certeza de que o amor ajuda muito na recuperação”, afirma. A assistida afirma ainda que “foi Deus que preparou este lugar”. (Depoimento em julho de 2015).

Ana Barbosa Farias
Da cidade de São Francisco, Norte de Minas, está hospedada na Associação Presente há um mês para tratamento oncológico. Segundo Ana, o tratamento em Montes Claros seria inviável caso ela não tivesse ajuda da Associação, já que as despesas para permanecer na cidade ficariam muito altas. “Eu não tinha como pagar pensão, almoço, ficaria muito caro e eu ia acabar abandonando o tratamento. Os quartos aqui são muito bons, a comida muito boa. Eu não teria como conseguir tudo isso sozinha”, conta. Na casa, Ana participa das oficinas de artesanato e diz gostar muito dos trabalhos manuais. Para ela a Associação é também um lugar de fazer amizades. “Aqui é como se fosse uma família. A gente faz tanta amizade, somos tratados com tanto carinho. A Associação Presente é uma lar quando a gente não tem onde ficar. É um presente de Deus”, encerra. (Depoimento em novembro de 2015).

Aidê
Uma brisa leve paira sobre a sala onde a entrevista acontecerá. Aidê, paciente assistida pela Associação Presente, traz a tranquilidade e a sabedoria de uma mulher, mãe de dois anjos – Gabriel e Rafael, definidos por ela – em seu segundo tratamento contra o câncer de mama. Sua jornada começou em meados de 2013, após uma caminhada de idas e vindas para autorização de exames e falta de diagnóstico em sua cidade. Mas havia uma esperança e tudo se resolveu com Dra. Juliana, “um anjo” como ela mesma define, em junho de 2013. Diagnosticada com câncer de mama, seu tratamento se inicia em Montes Claros com a quimioterapia. Contudo, o diagnóstico foi tardio e então a mastectomia da mama direita precisava ser realizada em janeiro de 2014. Nessas idas e vindas a Montes Claros, seu consolo e apoio sempre foi na Associação Presente “aqui eu convivo com pessoas que passam pelo mesmo problema que eu. O apoio que a casa PRESENTE me dá é bem maior que material, é humano!” Esse consolo existente na casa, segundo ela, a faz suportar a convivência com a doença, ser mais forte e resistente ao tratamento. Mas sua história não para por aí. Uma pausa. Singelas lágrimas escorrem. Aidê se comove e então a fragilidade de mulher fica estampada, mas é evidente a fé que carrega dentro de si. Assim, com olhos lacrimejando, a história continua. “O segundo diagnóstico (mama esquerda), foi sorte! Através de um exame solicitado por Dra. Bertha que o segundo câncer foi diagnosticado”, e ainda completa a frase afirmando “em nenhum momento eu questiono DEUS sobre o porquê, nem tenho vontade de desistir. Existem aqueles que nos olham com piedade, mas eu respiro fundo e busco forças.” Sua trajetória conta com coragem e determinação, em todos os sentidos. Sua firmeza deixa transparecer a confirmação daquilo que é nítido com quem convive com ela: “É uma força que tenho que ter... eu sei que essa força não é minha, é de DEUS!” E finaliza: “As pessoas falam do câncer como se fosse o final de tudo. Todos nós estamos em uma fila única e ninguém sabe quando vai morrer. Eu vivo um dia de cada vez, o amanhã só pertence à DEUS!”. (Depoimento em Agosto de 2016).

Zumelina Rosa de Oliveira
Um dedo de vaidade, uma pitada de doçura, um sorriso aberto e o olhar um tanto tímido. Zumelina Rosa de Oliveira, há algumas semanas na Associação Presente, veio de São João do Pequi, povoado de Novo Horizonte para emprestar alegria aos que a rodeiam. O câncer de colo do útero foi um susto e a separou da mãe, que também tem problemas de saúde. Dona Zu passa pela Associação Presente acompanhada de uma amiga da família, já que a mãe ficou com uma irmã na pequena fazenda da família. O que ela mais gosta na casa é de conversar com as pessoas. ‘‘Aqui todo mundo é gente boa, todos bons para a gente. Cuida, dá remédio, é muito bom’’. Dona Zu adora tirar fotos perto dos jardins e gosta de conversar com os colegas assistidos. Para ela, é uma distração conhecer as histórias deles. ‘‘Dá para conhecer muita gente, não é’’, ela diz. A paciente conta que a maior saudade e orgulho que tem na vida é uma filha, que mora em São Paulo com o marido. ‘‘Eu tenho uma filha bonita, grandona, maior que eu. Ela é casada, tem uma vida lá, a gente sente falta’’. Apesar do carinho que tem pela família, segundo Dona Zu, se pudesse ficaria na Associação Presente por muito tempo. ‘‘Não dá nem vontade de ir embora, a gente só vai mesmo para ver a família. Aqui é bom demais’’, brinca. (Depoimento em Novembro de 2017).